quinta-feira, 19 de abril de 2018

Bode Petrúquio faz mais pela capina pública do que Prefeitura


Diante das touceiras de mato que tomam conta da cidade, moradora da Rua Tapajós resolveu unir o útil ao agradável: soltou seu bode Petrúquio na via pública. Assim, enquanto o caprino faz o trabalho que é da Prefeitura, erradicando e alimentando-se do mato, a dona do animal encomenda para o futuro uma boa buchada de bode, em razão da engorda do animal proporcionada pela fartura de pasto.

terça-feira, 10 de abril de 2018

190 Anos da Expedição Monlevade


Anteontem, 08 de abril, um dos episódios mais fundamentais para a instalação da Fábrica de Ferro de João Monlevade completou 190 anos. Trata-se da desconhecida Expedição Monlevade, que navegou pelos rios Doce e Piracicaba acima, do final de 1827 a início de 1828, com auxílio decisivo dos índios Botocudos, para transportar até o interior de Minas Gerais a primeira e também desconhecida máquina a vapor da indústria brasileira, além de outros maquinismos. 
Tivesse falhado a expedição, Monlevade não teria o que fazer em São Miguel do Piracicaba e, muito provavelmente, jamais instalaria sua indústria aqui. Aliás,sem aquelas máquinas não haveria a indústria de Monlevade, seja onde fosse.
São quase dois séculos de um intrépido fato histórico que ninguém conhece e que se prestou a transportar para Minas Gerais uma pioneira Máquina a Vapor, também desconhecida. O maior mal que atinge o brasileiro contemporâneo parece ser a amnésia sobre si mesmo.

terça-feira, 3 de abril de 2018

O Ramo da Estrada Real de João Monlevade



Imagine que o município de João Monlevade é cortado, de leste a oeste, por aquele que foi um dos mais movimentados e estruturados ramos da Estrada Real, na região. É isso mesmo, ninguém sabe, mas o trajeto linear da Avenida Getúlio Vargas corresponde ao traçado da antiga estrada carroçável que dava acesso à Fábrica de Ferro Monlevade, escoava sua produção e era muito transitada pelas tropas, já que era dotada de pontes largas e confiáveis, coisa incomum de se achar naquele idos. A própria Fábrica de Ferro de Monlevade já era em si um grande atrativo para tropeiros porque, além da existência de largas pontes para travessia do Rio Piracicaba, o estabelecimento também produzia os melhores cravos, ferraduras e ferramentas para ferrar, o que produzia muito movimento das tropas. Muitos tropeiros viviam,exclusivamente, de revender os produtos mais leves fabricados por Monlevade, como as próprias ferraduras, cravos, pregos, enxadas, machados, foices, fechaduras, cavilhas, etc, Minas afora. Outro aspecto muito interessante do ramo da Estrada Real que passa pelo Município era o intenso trânsito dos carretões de quatro rodas, puxados por juntas de bois, que serviam à Fábrica de Ferro de Monlevade no transporte do minério de ferro, do carvão, etc, e também transportavam seus produtos até as Minas de Ouro. Monlevade foi o principal fornecedor de artefatos de ferro para as Companhias de Ouro inglesas que se fundaram às dezenas por toda Minas Gerais nos 1800. E era ele também quem transportava seus produtos até seus clientes, por meio de uma extensa rede de estradas carroçáveis, dotadas de pontes e pousos, por onde trafegavam seus carretões de quatro rodas, guiados por seus escravos. Há registro de um aguilhão (eixo) de ferro de 60 arrobas (900 quilos) de peso, forjado pelo Martelo Vapor de Monlevade, transportado num carretão de quatro rodas e entregue na Mina de Morro Velho em Nova Lima, a mais de 100 km quilômetros de distância. 
Em 1853, Monlevade escreveu ao governador de Minas:
[...]
"Existem 150 escravos de serviço, já adestrados na arte do ferro, na fabricação do carvão a moda européia, na manipulação de ferros de todas as formas e tamanhos ... Entre os escravos há também ótimos ... carreiros, arrieiros, etc, etc".

"Carreiros" eram os escravos que conduziam os carretões de quatro rodas puxados por juntas de bois e "arrieiros" eram os escravos que conduziam as tropas de mulas. E segue Monlevade:
[...]
"Existe na fazenda para cima de cinco léguas (35 quilômetros) de estrada de carro, entre as quais 2 ½ (17,5 quilômetros) admitem carros europeus de quatro rodas. Tem duas pontes lançadas sobre o Rio Piracicaba,... Em fim tem carros grandes de quatro rodas para condução do carvão, das pedras; há carretões à moda européia ..."

As estradas carroçáveis construídas por Monlevade iam muito além das divisas de sua propriedade, conforme se transcreve (Relatório de 1853):
[...]
"Porém utilizando uma estrada que fiz na direção dela, a qual é já utilizada para o transito geral das tropas que vão da Prata a S. João de Madureira, Antônio Dias, Lagoa, a Santa Bárbara, Gongo, Sabará, etc e aproveitando pedaços da estrada tortuosa que existe, talvez depois de concluída , a distancia à pedreira de cal não excederá a 6 ½ léguas.
Ela (a fábrica) é aqui distante a 2 ½ léguas dos Arraiais de S. Miguel e S. José da Lagos e agora a seis léguas da cidade de Itabira, mas, ficando acabada a ponte em construção sobre o Rio de Santa Bárbara , assim como a estrada da dita para a cidade, ficara a distancia reduzida a 4 ¼ léguas. Em fim este lugar outrora inteiramente deserto, está hoje muito freqüentado pelas numerosas tropas carregadas de mantimentos que vão para a mata e saem delas, assim como por outras que tem negócios com a casa, todas se aproveitando das estradas, e no tempo de seca de uma das pontes que franqueie ao público..."

O trajeto do ramo da Estrada Real monlevadense que, em grande parte, compreende o traçado da atual Avenida Getúlio Vargas, tem início no entroncamento na Ponte Coronel (acesso secundário a Santa Bárbara), na BR 381, passa pela Localidade de Santa Rita de Pacas, Bairro Nova Cachoeirinha, Bairro Carneirinhos, onde segue pela margem direita do Córrego homônimo, hoje canalizado, atravessando todo o centro comercial para passar pelos bairros Belmonte, Baú, Areia Preta , Vila Tanque até chegar ao Solar Monlevade, sede administrativa da Fábrica de Ferro e da Fazenda Carvoeira de Monlevade, de onde segue para Rio Piracicaba, passando pelo Bairro Jacuí. 
Se por um lado, a Vila Operária de Monlevade (1935) foi planejada, por outro, o surgimento de Carneirinhos se deu de forma muito parecida com o que acontecia com os vilarejos mineradores do sec. XVIII que se instalavam a partir de arruamento correspondente aos traçados das rotas dos tropeiros. Foi assim com Carneirinhos que, mesmo no sec. XX, teve suas primeiras casas e comércios abertos ao longo da rota local dos tropeiros. É preciso lembrar quando foi fundada a Vila Operária, os únicos acessos à Monlevade eram por ferrovia e pelas antigas rotas de tropeiros, ainda não existiam as rodovias. 
É claro que a cereja do bolo do ramo da Estrada Real monlevadense são o Solar Monlevade e o Museu que abriga as máquinas da fábrica, entre elas o também desconhecido Martelo de Forja a Vapor, seguramente a primeira máquina a vapor da indústria brasileira. Apenas o Martelo de Forja a Vapor, se restaurado, divulgado e colocado à visitação, representaria um grande atrativo turístico, pois deve ser o único da América Latina. Não é por menos que o Sesc tem marcos da Estrada Real instalados em vias correspondentes do Município (fotos). 
O fato de Monlevade ser cortada por um ramo muito distinto da Estrada Real, possuir a primeira máquina a vapor da indústria, que chegou ao Município em 1828, por meio de uma expedição inédita, tripulada por mais de uma centena de índios botocudos e não saber de nada disto demonstra o elevado grau de alienação em que vive o monlevadense e o que acontece com João Monlevade, em termos culturais e da construção da identidade local, é apenas uma mostra da completa alienação em que vive o brasileiro contemporâneo. Infelizmente o brasileiro atual não tem compreensão de sua origem, de sua identidade, de sua história e de sua formação. Por isso, tem esta imensa dificuldade em seguir edificando o país.

terça-feira, 20 de março de 2018

Arquitetura Original do Hospital Margarida é Destruída


O edifício do Hospital Margarida tem uma das mais iconográficas arquiteturas de João Monlevade. Eclética, a arquitetura do Hospital Margarida congrega três estilos bem definidos: o neoclássico, composto por colunas em arcos, cornijas, etc; o colonial mineiro, que pode ser visto nas janelas em arco abatidos dos corredores e o Art Déco, que define o formato circular e os dois grandes painéis de vidro diagramados do Bloco Cirúrgico, intencionalmente, virado ao nascente de modo a aproveitar com eficiência luz natural logo nas primeiras horas da manhã. 
Recentemente, numa dessas muitas reformas feitas no Hospital - há que, diga que o HM já foi reformado 3 vezes - parte de um dos elementos mais característicos da arquitetura do HM, a cornija romana, que é aquela faixa em alto relevo, fixada, superiormente, entre a parede e o telhado do hospital, foi retirada, conforme demonstram as fotografias anexa, não se sabendo de seu paradeiro.
Ocorre que a fachada do Bloco Administrativo do HM, justamente, de onde a cornija desapareceu, é tombada para o fim de preservação pela Lei Orgânica do Município, como se transcreve:

Art. 170. Ficam tombados, para o fim de preservação, e declarados monumentos naturais, paisagísticos, artísticos ou históricos, sem prejuízo de outros que venham a ser tombados pelo Município:
[...]
XII - a fachada original do Bloco Administrativo do Hospital Margarida;
[...]

A arquitetura do Hospital Margarida não é tombada por capricho. O tombamento existe porque sua arquitetura se relaciona com a identidade monlevadense e com o processo civilizatório local. Quem permitiu que a cornija do Hospital fosse suprimida não deve ter conhecimento, mas tais elementos arquitetônicos remetem à ideia de civilização, remetem ao processo civilizatório romano em que o Brasil tem fincadas suas raízes. Os arcos, a cornija, tudo isso remete a Roma, ao ideal civilizatório que nos forma como povo, mas, agora, nem mesmo Roma é respeitada no Hospital Margarida.
Não bastasse toda a problemática vivenciada no hospital, principalmente, nos últimos dois anos, agora passam a destruí-lo, também fisicamente. A pergunta é: onde foi parar a cornija do Hospital? É assim que Monlevade é destruída. Depois, reclamam: "... Monlevade já teve tana coisa e hoje não tem nada".

A Crise de Liderança só de Simone


Com menos de um ano e meio , o governo Simone/Carlos Moreira já enfrenta uma séria crise de liderança, que tem sua origem, justamente, no fato de que quem dita as ordens na prefeitura não é a mesma pessoa que detém o acento na chefia do Executivo. Em outras palavras, o governo Simone/Carlos Moreira, tem sido a comprovação de que eleger alguém que jamais teve qualquer liderança política, apenas pelo fato de ser a consorte conjugal de Carlos Moreira, não fará dela uma liderança política depois de eleita. 
Não dá certo porque, como é a prefeita que tem o poder nas mãos, mas não é dela que emanam as ordens, ela é mantida isolada no gabinete para que apenas obedeça a Carlos Moreira. Assim, também se isola do Município e o resultado não pode ser outro: não se vê movimentação ou atividade em nenhum dos setores que dependam da liderança da prefeita para funcionar, a pouca atividade que se vê no Governo Simone/Moreira se dá por meio de empreiteiras contratadas, como é o caso das reformas das praças, etc. Se permanecer isolada no gabinete é ruim, muito pior ainda é a influencia de Carlos Moreira sobre ela, já que o ex-prefeito se encontra com os direitos políticos cassados e, portanto, esgotado politicamente. Qualquer coisa que Moreira tivesse para o Município no passado, esgotou-se com o hospital Santa Madalena, que é o maior escândalo, de desperdício de recursos públicos da saúde da história do Município. Então, além da dificuldade de manifestar liderança própria, do isolamento, ainda há o agravante da comunicabilidade com o esvaziamento político de Carlos Moreira . Por isso que nada se vê no governo. É o que explica, por exemplo, a prefeita ter chamado, recentemente, a polícia para o grupo de cidadãos que pretendiam uma audiência com a mesma. Se ela passar a receber os cidadãos, ela deixa de ser influenciada, exclusivamente, por Carlos Moreira. E, assim, Moreira vê ameaçado seu intento de seguir, exclusivamente, a dar ordens como se prefeito fosse, apesar de inelegível. 
É o que acontece quando se elege um pelo outro e o outro se encontra com os direitos políticos cassados. Espera-se que o povo veja, enxergue e aprenda. Persistir no erro é burrice.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Reeleição de Provedor Afasta Expectativa de Normalidade no Hospital Margarida




Ontem a Associação São Vicente de Paulo, aquela do CNPJ baixado, teve a oportunidade de apresentar uma nova cara para o Hospital Margarida. No entanto, preferiu convalidar todos os abusos e erros cometidos pelo atual provedor, José Roberto Fernandes, reconduzindo-o ao cargo.
Ontem os membros da ASVP aprovaram a aniquilação do Bingo e a evaporação de 1 milhão de reais arrecadados com a venda das cartelas,  a perseguição à AAHM, o pior relacionamento do HM com o Conselho Municipal de Saúde, aprovaram ainda os repasses no CNPJ baixado, cuja regularidade ainda não foi comprovada, documentalmente, aprovaram o aparelhamento político do HM, a política de preferência da contratação de empreiteira em detrimento do pagamento dos honorários e dos salários dos profissionais da saúde. Tudo isso foi aprovado pelos membros da ASVP, através da recondução de José Roberto Fernandes ao cargo de provedor do único hospital da cidade.  De modo que, em relação ao Hospital Margarida, o que se pode esperar, daqui em diante, é mais do mesmo. 
A eleição de ontem também demonstra que a ASVP se apresenta pouco representativa e com muito pouca sintonia diante da opinião pública. O fato é que a reeleição do José Roberto  não traz de volta ao Margarida a normalidade que o hospital demanda e merece. Ao contrário, o hospital seguirá exposto à execração pública que se habituou nos últimos 2 anos.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Nepotismo no Margarida: ou Mandato de Vereador ou Emprego do Filho



Pela situação dos nervos do vereador Toninho Eletricista, ao utilizar a tribuna da Câmara ontem e, novamente, fazer referencia à minha pessoa, pude concluir que a hipótese de seu filho perder o emprego que tem no Hospital Margarida é,intensamente, perturbadora para  o parlamentar  à avessas.
Antes porém,   é preciso chamar à atenção de como o fisiologismo entres os poderes, não só traz prejuízo ao Município como também faz neutralizar e invalidar as instituições democráticas. Ora, para se ver instalada o mínimo de uma Democracia se fazem necessárias a harmonia e, sobretudo, a independência entre os três órgãos de poder do Estado: Executivo, Legislativo e Judiciário. Frisa-se, é preciso que haja independência entre os poderes para que um fiscalize o outro. Uma das funções do Legislativo é, por exemplo, fiscalizar o Executivo, principalmente no que diz respeito à execução do orçamento público.
A corrupção não se dá apenas por meio de malas de dinheiro, ela também pode advir de relações promíscuas e fisiológicas entre os poderes, que são igualmente prejudiciais ao Município, ao passo que fazem neutralizar as instituições democráticas. Quando um vereador “ajeita” o emprego do filho no Hospital Margarida, que é subvencionado pelo Município,  já existe um prejuízo para a administração pública que  tem relação com a meritocracia, porque o cargo é ocupado não por quem apresenta maior capacidade técnica para tal, mas pelo filho do vereador, por apenas esta razão. Mas o prejuízo maior para a Democracia é que, em tais condições, o vereador, ao invés de defender o povo, passa a defender a todo custo o emprego do filho no Hospital Margarida, fechando os ouvidos para todas as irregularidades e abusos que existem no HM, as quais ele, como vereador, deveria fiscalizar combater. Torna-se um vereador à avessas, inimigo do povo, que provoca prejuízos institucionais para o Município. Recebe subvenção dos cofres públicos para defender o emprego do filho, jamais o bem comum.  
Em relação à fala de Toninho Eletricista na tribuna da Câmara, defendendo o emprego do filho no HM, sob a justificativa, segundo disse o próprio vereador, de que paga aluguel de R$ 480,00, etc,  nitidamente,  abusando da  imunidade parlamentar, inclusive, proferindo ameaça, posso dizer que representação contra o mesmo e contra a ASVP será aviada ao Ministério Público pela prática de nepotismo, representação formal pelo crime de ameaça será encaminhada ao delgado de polícia,  com cópia do vídeo da fala do vereador e demais medidas judiciais também serão tomadas contra o vereador. Não tenho ido às reuniões da Câmara, justamente, porque expedientes  como o protagonizado por Toninho Eletricista me embrulham o estomago.  Se o vereador quiser me encarar, como desejou, deve comparecer às reuniões do Conselho Municipal de Saúde, que têm sido realizadas no prédio da câmara. Não desviaremos nosso foco sobre o CNPJ da ASVP para fazer firula com o martírio reverso de vereador fisiologista, que é o que pretende Carlos Moreira através do Toninho Eletricista. Aliás, é incrível o poder que fisiologismo tem sobre os políticos, no sentido de fazê-lo mudar de lado e de ideologia tá rapidamente, já que Toninho foi eleito pela coligação de Railton e Laécio e, mal o filho foi empregado no HM, já defende Moreira e sua turma. Agora Toninho vai ter que escolher, ou o mandato de vereador ou o emprego do filho no Margarida.

quarta-feira, 14 de março de 2018

CNPJ Baixado: Secretário não Convence Conselheiros



Ontem foi realizada reunião ordinária do Conselho Municipal de Saúde. Entre as questões abordadas, esteve presente o secretário de Fazenda Tiago Túlio Marques Duarte, na tentativa de esclarecer sobre os repasses de milhões em recursos públicos recebidos pelo Hospital Margarida por meio do CNPJ baixado de uma filial extinta da ASVP.
Infelizmente, o secretário de Fazenda não compareceu à reunião, suficientemente, munido da documentação necessária para comprovar a alegação da prefeitura de que os repasses no CNPJ baixado se trataram de “erro material”. Os documentos apresentados pelo secretário foram relativos à prestação de contas do Hospital Margarida de apenas 01 mês do ano de 2017, ou seja, são completamente insuficientes para corroborar a alegada regularidade já que há comprovação de repasses no CNPJ baixado desde 2013. Além do mais, os documentos aptos à comprovar a regularidade dos repasses são os extratos bancários da ASVP, o que não foi apresentado na reunião. O provedor José Roberto Fernandes, quem deve explicações sobre o CNPJ baixado, não compareceu à reunião.
O fato é que o secretário não convenceu os conselheiros da saúde, que já aprovaram uma série de medidas referentes ao caso, como a denúncia do ocorrido junto ao Ministério Público e à receita federal, o requerimento dos extratos bancários da ASVP, o pedido de encerramento de qualquer conta bancária da ASVP, eventualmente, vinculada ao CNPJ baixado, etc, etc.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Hospital Margarida: Fisiologismo fez de Toninho Eletricista um vereador reverso



Em relação à referencia que o edil Toninho Eletricista fez à minha pessoa, ao utilizar a tribuna da Câmara, na última reunião do Legislativo, posso prestar o triste testemunho de como o fisiologismo entre os poderes inverte o papel do vereador, colocando-o contra o povo e neutralizando o papel fiscalizador que o parlamentar deveria cumprir.
Depois que Toninho Eletricista foi eleito vereador, seu  filho Claiton Magalhães , foi empregado no Hospital Margarida. Ora, o princípio constitucional da impessoalidade na administração pública  instrui no sentido de que o filho de membro de poder não pode ser empregado em instituição subvencionada pelo Município. Vale dizer, filho de vereador não poder ser empregado do Hospital Margarida, que é subvencionado pelo executivo. O nome disso é nepotismo.
O que fez Toninho Eletricista na tribuna foi defender o emprego do filho e não o Hospital Margarida. Também foi possível identificar Toninho cumpria ordem veio de cima, pois o vereador utilizou uma mesma estratégia muito adotada na rádio Cultura: a de fazer circular o medo que o hospital venha a fechar, a de tentar convencer pelo medo. Ora se o hospital entrou em risco de fechamento é porque está sendo muito mal administrado.  Mas isso não vai acontecer, ainda há muito cidadão de bem que não deixará o Margaridão fechar. Aliás, é o acobertamento de irregularidades e os erros que levam ao fechamento das instituições, jamais a elucidação e correção dos fatos.
O papel do vereador é de fiscalizar o executivo, a denúncia do CNPJ baixado deveria ter partido de um vereador como Toninho Eletricista. Mas, como Toninho mantém relação fisiológica com o Executivo, através de emprego para o filho no Hospital Margarida, se tornou um vereador ao avesso, contra o povo, contra a fiscalização e contra a elucidação dos fatos. É uma pena que, como vereador-arauto de José Roberto Fernandes,  Toninho Eletricista não tenha se dirigido à tribuna da Câmara munido dos extratos bancários, das contas da ASVP, comprovando que os repasses feitos no CNPJ baixado não passaram de erro material, como alegado e não comprovado pelo governo Simone/Carlos Moreira. 

Provedor não tem condições de ser reeleito




Ainda não houve quem dissesse a verdade para o atual provedor, José Roberto Fernandes, mas o fato é que ele não tem a menor condição de ser reconduzido ao cargo, nas eleições do próximo dia 14 na Associação São Vicente de Paulo (ASVP).
 José Roberto Fernandes foi de longe o provedor mais polêmico e conturbado, desde que o Município passou a subvencionar o Hospital Margarida. Sem papas na língua, e muitas vezes, sem conhecimento sobre o que declara, há menos de 02 anos como provedor, José Roberto já coleciona vários processos como réu em ações de reparação de dano imaterial, movidas por médico e usuários do hospital. Nunca nenhum provedor teve uma relação tão conturbada e desgastada com a classe médica local quanto José Roberto Fernandes, a ponto de a Associação Médica se ver obrigada a emitir nota para contestar atitude do provedor, coisa que nunca tinha acontecido. Tão desgastada quanto a relação com os médicos  foi a relação com a Associação dos Amigos do Hospital Margarida (AAHM).  O provedor mandou suspender o convênio que a entidade mantinha com o DAE para receber doações por meio do pagamento da conta de água, moveu ação de despejo contra a mesma, processou a associação requerendo indenização por danos morais e descredenciou a AAHM da realização do Bingo. Tudo isso contra uma entidade que nos últimos anos doou R$ 1.300.000,00 em bens e serviços para o Hospital que se encontra em atraso com o pagamento de sua folha de funcionários. O Bingo, talvez, tenha sido a questão mais reveladora e emblemática  do mandato de José Roberto Fernandes à frente a ASVP.  O atual provedor descredenciou a AAHM da promoção do Bingo, depois de uma década em que a mesma realizou o vento anualmente sem qualquer problema, e contratou uma empreiteira de Viçosa para a tarefa. Resultado:  a Justiça, mediante ação movida pelo Ministério Público, cancelou a realização do evento e determinou a devolução dos valores pagos pelas cartelas, por considerar que a contratação da empreiteira retirava o caráter filantrópico do evento,  e o Hospital Margarida ficou sem uma de suas mais importantes fontes de receita, ao passo que o Bingo do HM, outrora um dos mais importantes eventos do calendário local, teve sua credibilidade, completamente, destruída e arrasada. A verdade é que, depois de José Roberto Fernandes, ninguém mais tem coragem de adquirir uma cartela do Bingo do Hospital Margarida. Fosse um país sério, apenas por ter destruído o Bingo do hospital, o provedor já teria pedido renúncia do cargo há muito tempo. Mas no Brasil, ele segue a administrar o único hospital da cidade, assim como o inelegível e multicondenado Carlos Moreira segue a ditar ordens no Município, através de sua prefeita-preposta.   José Roberto Fernandes também contratou plano de saúde, cujos agentes estavam sendo arregimentados por funcionário da câmara em seu endereço no Bairro Areia Preta. O Provedor, que vai ministrar palestra sobre relacionamento interpessoal no CDL, também foi de longe o que pior relacionamento teve com o Conselho Municipal de Saúde, órgão deliberativo mais importante do sistema público de saúde municipal. Tanto é assim, que foi parte em várias denúncias formuladas a distintos órgãos pelo conselho. E agora, vem à tona a grave questão do recebimento de repasses através de CNPJ baixado de filial extinta da ASVP, criada no governo Carlos Moreira, que levou o Conselho a encaminhar tantas outras denúncias conta a ASVP ao Ministério Público Federal, à Receita Federal, etc, etc.  O provedor tem que fazer palestra é sobre o CNPJ baixado da ASVP, exibir os cheques bancários da instituição, junto dos respectivos extratos das contas em que os repasses se deram. E isso ele ainda não fez.  Segue tudo muito obscuro.
O fato é José Roberto Fernandes causa turbulência demais num ambiente que deve ser de paz, que é o que se espera dentro de um hospital.  O Hospital Margarida precisa retomar sua normalidade. A possível recondução de José Roberto ao cargo, certamente,  será encarada como ato de convalidação por parte dos conselheiros da ASVP em relação a todos os abusos cometidos pelo atual provedor, o que pode aumentar ainda mais o já elevado nível de instabilidade no Hospital. Não é possível que o grupo político de Mauri Torres não tenha outro nome para apresentar como alternativa a José Roberto Fernandes.  O cargo de provedor do Hospital Margarida exige outro perfil de filantropo.  O filantropo não deve apresentar perfil empresarial, fome comercial e não deve ter uma empresa para cada ocasião. O cancelamento do Bingo foi prova disso.  O que o Hospital Margarida precisa, neste momento, é de serenidade, sobretudo, para voltar a se relacional bem e de forma produtiva com os médicos, funcionários, AAHM, Conselho Municipal de Saúde, etc.