Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Greve


A prefeita Simone Carvalho completa os 100 primeiros dias de seu mandato com um grande e suculento abacaxi para destacar.
Trata-se de um crescente movimento grevista por parte do funcionalismo público municipal que reivindica a perda salarial dos últimos anos e apresenta também uma característica incomum. Nos bastidores do movimento, nota-se uma dicotomia muito grande entre servidores concursados e comissionados, em que os primeiros acusam os segundos de não possuir conhecimento técnico necessário para o cargo, de ficar muito tempo à toa ou nas redes sociais e de receber gratificações desmerecidas, já que pouco trabalham. 
É um começo difícil para Simone que, apesar de já transcorridos os primeiros 100 dias de seu governo, ainda não consegui imprimir personalidade própria a seu mandato.

Mamógrafos



A secretaria de saúde de João Monlevade comemora com alarde a chegada de um mamógrafo itinerante do governo de Minas, que se encontra estacionado no prédio do antigo terminal rodoviário (foto), onde realizará 50 exames.

O que os ouvintes da Rádio Cultura não sabem é que, encontra-se instalado, exatamente, naquele mesmo prédio, adaptado para ser um hospital de 100 leitos ao custo de 22 milhões de reais em recursos públicos, outro mamógrafo há mais de 8 anos sem funcionar, porque a obra de Carlos Moreira não respeitou as normas básicas da Vigilância Sanitária e, portanto, não é passível de concessão de alvará de funcionamento.
Ou seja, não fosse a falta de seriedade tão característica do moreirismo, o mamógrafo da secretaria de saúde já poderia contar com quase uma década de operação no combate ao câncer de mama e a monlevadense não teria que se submeter a serviço ambulante para realizar o exame.

Provedor/Carlos Moreira



O Brasil vive num triste estado de confusão filosófica, que é quando o espaço é ocupado por um objeto inapropriado. Em suma, é quando uma coisa errada é colocada no lugar errado. Popularmente, se diz que o brasileiro contemporâneo guarda a panela debaixo da cama e o penico dentro fogão.
Quando a Lei da Ficha Limpa cassa os direitos políticos do mau gestor, o tornado inelegível, ela busca, justamente, resolver parte da confusão filosófica em que o Brasil se encontra metido, principalmente, no setor da política, afastando o político, comprovadamente, corrupto do poder, vez que o sistema político brasileiro favorece o contrário.
Quando o nome do ex-prefeito Carlos Moreira foi lançado nos rol dos inelegíveis, o recado dado pela Justiça era de que o radialista devia ser mantido longe do poder, por ter se revelado um gestor improbo quando teve a oportunidade de chefiar o Executivo municipal. Manter o político com histórico de condenação por ato de improbidade administrativa longe do poder é também prevenir a corrupção. 
Mas, infelizmente, muitos não vem a corrupção como um problema a ser combatido. O atual provedor do Hospital Margarida, por exemplo, o José Roberto Fernandes já demonstrou que não tem a menor aversão contra corrupto. E mais, também já demonstrou que, ao contrário, é um agente da confusão filosófica que impera em nosso cotidiano, na qual as coisas se encontram de ponta-cabeça, a ponto de um corrupto ser alçado à condição de garoto-propaganda nos meios de comunicação, ou seja, de exemplo para toda a sociedade.
Quem não se lembra quando, José Roberto Fernandes, promoveu campanha publicitária das óticas Americanas em que Carlos Moreira, apesar de já condenado, figurou como garoto-propaganda, em vários out-doors fixados pela cidade afora (foto)? Com isso, além de proceder como agente de confusão filosófica, José Roberto, também revelou outras duas coisas: que não vê problema algum na corrupção e que, é, extremamente, próximo de Carlos Moreira ou vice-versa.
O problema da proximidade do atual provedor com o inelegível Carlos Moreira e que a mesma sempre vai resultar em comunicação entre ambos. E toda vez que os dois se comunicarem, politicamente, o resultara não será muito diferente daqueles que levaram Carlos Moreira à condição de inelegível.
Veja só como não é consciência. O grupo de Carlos Moreira, que, costumeiramente, apresenta incontrolável inclinação para contratação de empreiteiras, gastou 22 milhões para adaptar o prédio do antigo Terminal Rodoviário num pretenso hospital de 100 leitos. Resultado: o monlevadense perdeu uma boa Rodoviária, 22 milhões e o PA que lá funcionou até ser fechado. Hoje o prédio está interditado e ninguém sabe o paradeiro dos 22 milhões de reais. José Roberto Fernandes brigou com a Associação dos Amigos do Hospital Margarida, entidade sem fins lucrativos que promovia o Bingo do Hospital e contratou empreiteira para realizar o evento. Resultado: o Bingo foi suspenso pela Justiça a pedido do Ministério Público e o Hospital perdeu uma importante fonte de recursos. Hoje, ninguém acredita mais no Bingo e ninguém sabe onde foi parar o valor correspondente à venda das cartelas, calculado em 1 milhão de reais.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Maior Crime de Lesa-Pátria Monlevadense



A foto acima enquadra a visão do maior absurdo e exemplo de desperdício de recursos públicos da história do médio-Piracicaba . Maior crime de lesa-pátria local. Um verdadeiro Frankenstein de concreto, adaptado no prédio do antigo terminal rodoviário ao custo de 22 milhões de reais dos impostos do contribuinte para ser um pretenso hospital de 100 leitos. Foram 22 milhões de reais direto para o bolso dos empreiteiros em troca de uma imensa gambiarra que não respeitou as normas da Vigilância Sanitária e, portanto, é impassível de concessão de alvará de funcionamento, encontrando-se atualmente inacabado e interditado. Realmente, o resultado não importava, desde que as empreiteiras faturassem.
Informação que jamais foi divulgada no noticiário da Rádio Cultura. Na Cultura nunca se divulgou sobre a inexistência de alvará de funcionamento da obra, que existe um andar inteiro inacabado, que por falta, justamente, de alvará, existe um mamógrafo há 8 anos inativo naquele prédio, que o elevador comprado segue se perdendo, encaixotado, porque é maior do que seu foco, que não havia previsão orçamentária para o custeio de um segundo hospital no Município, etc. Nada disso a Radio Cultura divulga. 
E ficam aí os empresários, empreiteiros ricos, bancando os bem sucedidos, os impolutos, o bom moço e até o guru espiritual, enquanto mais um diagnóstico de câncer de mama é feito tardiamente por falta de funcionamento de mamógrafo, apesar dos 22 milhões de reais. Muitos são manipulados, outros fazem a opção em participar de toda a coisa e não se importam de utilizar um poderoso veículo de comunicação para manipular , enganar e produzir situações como a do pretenso Hospital Santa Madalena.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Um Ano de José Roberto Fernandes

No último dia da mentira, 1º de abril passado, o atual provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes, completou um ano à frente do cargo.
Apenas 1 ano foi tempo suficiente para o atual provedor deixar um relevante rastro de desmandos e trapalhadas que, recentemente, culminaram na dilaceração completa da credibilidade que o Bingo do Hospital Margarida tinha junto a sociedade local. Depois de José Roberto, quem tem coragem de comprar uma cartela do Bingo do Hospital? Acho que, como ex-provedor do Margarida, só Lucien Marques que parece ter dado às costas para o Hospital, na medida em que seu silêncio o faz conivente com todos os desmandos do atual provedor. 
A seguir, relembramos algumas posturas e medidas adotadas pelo braço direito do ex-prefeito inelegível Carlos Moreira, José Roberto Fernandes, à frente do único hospital do Município:

- Segregou pacientes do SUS e dos Convênios;
-brigou com a principal entidade filantrópica do Hospital, a Associação dos Amigos do Hospital Margarida (AAHM);
-Insurgiu-se contra o fato de a AAHM apenas atingir a persecução de seu objeto estatutário através da doação de bens e serviços para o Hospital, queria só doação em dinheiro;
-promoveu ação de despejo contra a AAHM;
-pediu o cancelamento do convenio entre o DAE e a AAHM para realização de doações por meio do pagamento da conta de água;
-barrou a entrada de vereadores no Hospital;
-Instalou catracas para dificultar o acesso ao hospital,
- instalou ar-condicionado em determinadas salas do hospital, demonstrando pouca vocação para vicentino. Vicentino que se preza toma banho frio e não se submete a ar-condicionado e outros luxos custosos;
- atrasa o pagamento de médicos, congela os salários de funcionários, mas não atrasa o faturamento das empreiteiras que atuam Hospital, principalmente, a de execução de obra de construção civil que já reformou o Margarida 3 ou 4 vezes nos últimos 15 anos;
-não estabelece diálogo com os funcionários da casa;
-é acusado de perseguir funcionários;
-é acusado de demitir funcionários técnicos do Hospital e contratar indicações políticas do grupo de Carlos Moreira;
- Inviabilizou o tradicional Bingo do Hospital Margarida, com isso a casa de saúde já deixou de faturar 1 milhão de reais;

sexta-feira, 31 de março de 2017

Provedor: Prova de Idoneidade?


Primeiramente, fico lisonjeado em ver que, para o atual provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandez, o indeferimento de representação minha no Ministério é encarado como prova de idoneidade.
Inicialmente, o Ministério Público também indeferiu o pedido de investigação contra o vereador Guilherme Nasser e o professor de dança, no caso do projeto “Vem Dançar” . Foi por ordem do Procurador do Estado que o caso foi retomado, resultando em condenação de multa de  R$25 mil para ambos.
Já disse e repito, apenas a estrita aproximação que José Roberto Fernandes tem com o ex-prefeito, Carlos Moreira,  condenado por desvio de verba pública e inúmeros atos lesivos ao Patrimônio Público, além de vários outros processo de improbidade administrativa em curso na Justiça local, com os direitos políticos cassados, etc,  já o inabilita, sob o ponto de vista da moralidade que deve reger os atos da vida pública, para ser gestor de recursos públicos no Hospital Margarida.

Agora, vou peticionar ao Procurador Geral de Justiça.          

terça-feira, 28 de março de 2017

Touceiras de Mato










Este é o resultado da terceirização do serviço de limpeza pública (fotos). Touceiras de mato por toda parte. As fotos são apenas de vias centrais do Município. A considerar os bairros a situação é de selva. 
Lembra muito o ocorrido com o interditado e inacabado hospital Santa Madalena de Carlos Moreira. As empreiteiras faturaram 22 milhões de reais e não entregaram um hospital de 100 leitos para o povo. Agora, a empreiteira fatura horrores e não entrega a cidade limpa. As coisas não mudam.

Tudo isso com o surto de febre amarela que ronda a região, se jã não bastasse a dengue que, veladamente, assolou o Município no ano passado, favorecida pela imundice geral que toma toda a cidade.

Monlevade e as 5 Cordilheiras de Ferro de Minas Gerais: "Uma só delas encerra mais ferro do que todas as da Europa reunidas"


O relatório emitido por Monlevade em 1853 a pedido do governador, Francisco Diogo de Vasconcelos, é considerado o primeiro relato sobre a riqueza mineral do ferro em Minas Gerais.
163 anos após ser redigido, a primeira parte do documento (imagem acima), a que trata das jazidas de ferro em Minas, impressiona pela magnitude colossal das extensões das jazidas. Segundo Monlevade, além inúmeros outros pontos de ocorrência do mineral, Minas Gerais tem 5 principais Cordilheiras de Ferro e somente uma dela tem mais ferro do que todas as da Europa reunidas. A partir das descrições de Monlevade, é, realmente, impressionante como as minas de ferro de Congo Soco, Brucutu, Cauê e Conceição pertencem ao mesmo veio ferrífero, ou seja à 4ª Cordilheira, a maior delas, com 20 léguas (130 km) de extensão. Assim como as de Itabirito, Nova Lima, Belo Horizonte, Sabará e Caeté pertencem a outro veio, a 5ª Cordilheira. Ou como a Mina do Andrade e do Morro Agudo também estão dispostas sobre um mesmo veio de ferro, a Segunda Cordilheira. 
Igualmente, inacreditável é que, ao se traçar um quadro no Mapa de Minas em torno das Cordilheiras de Ferro descritas por Monlevade, tem-se, precisamente, formado o Quadrilátero Ferrífero (imagem abaixo), cuja perpendicular Monlevade calculou em “termo médio de 18 léguas”(120 km).
Também chama a atenção a pureza do mineral ferrífero de Minas Gerais, que, segundo Monlevade, tem 76% de seu peso em ferro, “o mais rico que se conhece”.
Monlevade também traz a importante informação de que é dentro da região ferrífera que ocorre a maioria das minas de o ouro e as mais ricas aparecem entre as camadas de ferro, o que torna plausível a afirmativa comum de que muitos países lavam o minério de ferro exportado por Minas e tiram dele o ouro.
Transcrevo a seguir a 1ª Parte do Relatório de João Antônio de Monlevade, datado de 12/12/1853:


“Na Província de Minas, além de inúmeras camadas de mineral de ferro, mais ou menos extensas, existem cinco principais cordilheiras; e pode-se afirmar que uma só delas encerra mais ferro do que todas as da Europa reunidas, atendendo não somente a sua extensão a sua extensão e poder, como a riqueza do mineral, o mais rico que se conhece; pois que analisado quimicamente contem 76 % de seu peso em ferro.
Elas quase sempre são acompanhadas de outras camadas de ferro denominadas - Jacutinga, as quais são compostas do mesmo ferro oxidulado, ou protóxido de ferro, de manganês d’óxido de titânio, etc, etc, em estado arenoso. Também em superposição, ou nos encostos delas , existem as camadas de canga, ou hidrato de ferro mineral, muito empregado na Europa para produção, nos fornos altos, de ferro líquido. A canga pela análise dá somente de 25 a 35% de ferro. É das duas primeiras camadas somente, que se extrai o ferro destes contornos. O último mais pobre, pelo sistema de fundição usado nesta Província, daria muito pouco ferro . A direção geral das camadas é de N.N.E a S.S.O . Elas são deitadas ao nascente. A sua grossura varia de 1/8 a ¼ de légua. A profundidade delas é desconhecida.
A primeira cordilheira a Leste principia perto de Sacramento, município de Santa Bárbara, Freguesia da Prata, passa em S. Domingos, Jequitibá, atravessa o Rio Piracicaba, um dos maiores confluentes do Rio Doce, e vai continuando nas matas, ainda não descortinadas acima do Ribeirão de Cocais Grande (Antônio Dias), onde apresenta-se poderosa. Comprimento total conhecido doze léguas. Em toda sua extensão de um lado a outro mata geral, terreno fertilíssimo e águas altas.
A segunda aponta perto do Piracicaba a 3 ½ léguas acima do arraial de S, Miguel, na fazenda do professor Abreu, e forma esta serra elevada que acompanha a margem esquerda do rio; o pico saliente denominado – Morro Agudo- prolonga-se adiante da fábrica de J. A. Monlevade, que ela atravessa em comprimento de uma légua. Extensão total dez léguas.
A terceira aparece no Capão, ao sul d’Ouro Preto, onde ela forma uma parte importante ao Oeste da Cidade; segue para Santa Anna, Antônio Pereira; forma no Morro da Água Quente o encosto da Serra da Mãe dos Homens (Caraça) e a diante da lavra de G. Mor Innocencio desaparece. Extensão de 12 léguas. 
A 4ª surge na ponta Sul da Serra Mãe dos Homens a 1 ½ légua da povoação de Capanema; vai se dirigindo ao N., passando perto da Cachoeira, Morro Vermelho, Roça Grande: segue para o Gongo (Soco), Cocais, Burucutu, Serra da Conceição e de Itabira, formando o Pico elevado da Cidade. Extensão vinte léguas. 
A 5ª, e última ao Oeste, tem sua origem no sul do pico elevado de Itabira do Campo (Itabirito), o qual é inteiramente formado de ferro oxidulado. Ela acompanha esta imensa cordilheira saliente até ao Curral d’El-Rei, atravessa o Rio das Velhas em Sabará, prolonga-se até a muito elevada Serra da Piedade perto de Caeté, aonde ela forma uma grande parte da mesma. Extensão total 18 léguas. É muito provável que estas grandes camadas vão aparecer ao norte em Gaspar Soares, Candonga, na Serra Negra, no Grão Mogor, etc, etc; lugares todos riquíssimos de ferro. A distância destas cinco camadas da 1ª a Leste até a última 5ª ao Oeste, tomada perpendicularmente à direção delas é termo médio de 18 léguas. Nos terrenos interpolados , as duas camadas extremas incluídas, é que existem a maioria das minas de ouro, e as mais ricas tem aparecido nas camadas de ferro, assim como no Ouro Preto, Sabará, Gongo, Itabira, etc, etc.”
[...]

quinta-feira, 16 de março de 2017

Manutenção de Provedor no Cargo Delonga Crise no Hospital



Apesar dos vários desmandos, das trapalhadas e das mostras contundentes de que não tem traquejo algum para gerir recursos públicos, o atual provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes (foto), estreitamente, ligado ao grupo do ex-prefeito inelegível Carlos Moreira, é mantido no cargo, apesar da grave crise do Bingo em que colocou a casa de saúde.
Em primeiro lugar, fossemos um país sério, alguém com tanta proximidade a um ex-prefeito de direitos políticos cassados por várias condenações jamais assumiria cargo tão importante quanto o de provedor do Hospital Margarida. A crise do Bingo que atinge o Hospital foi encomendada no ano passado, em 1º de abril, dia da mentira, quando os conselheiros da Associação São Vicente de Paulo empossaram o braço-direito de um inelegível para a providoria do Margarida. Fosse alguém mais inclinado na defesa dos interesses precípuos do Hospital, a Associação dos Amigos do HM, entidade sem fins lucrativos, já teria realizado o Bingo, tais recursos já estariam disponíveis para benefício da casa de saúde e não haveria uma legião de portadores das respectivas cartelas sentido-se lesados. Mas, ao contrário, o atual provedor resolveu despejar a AAHM, suspender seus convênios e contratar uma empreiteira de engenharia civil que lucraria 40 mil reais para realizar o já tradicional Bingo. Não deu outra, e evento foi suspenso pela Justiça a pedido do Ministério Público, sem previsão de data para ocorrer nem devolução dos valores pagos pelas cartelas. 
E agora, que a crise do Bingo se desdobra numa profunda crise de credibilidade, os conselheiros seguem silentes. Não é possível conseguir resultados diferentes agindo sempre do mesmo modo, ou seja, com omissão. 
Caso nada seja feito, a atual crise de credibilidade pode se desdobrar numa crise financeira, administrativa e assim por diante, pois se o monlevadense não voltar a acreditar no Bingo, o hospital perderá uma valiosa fonte de recurso, cerca de 1 milhão de reais, sem a qual a já frágil situação de suas finanças só tende a se agravar. 
É preciso estancar a crise de credibilidade em que o atual provedor, José Roberto Fernandes, mergulhou o Hospital. É preciso que o monlevadense volte a acreditar no Bingo, que já foi importante fonte de recurso para a casa de saúde. È preciso demonstrar que o Hospital mudou depois da passagem desastrosa e tumultuada José Roberto. Neste momento, o Hospital precisa de credibilidade para restaurar sua normalidade. E não será, justamente, a manter o pivô da crise no comando da situação que o Hospital resgatará sua credibilidade junto à comunidade.

Desembargador Classifica Grupo de Moreira de "Facção Política"

Foto: divulgação de campanha
Não pode passar sem registro o termo utilizado pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Antônio Sérvulo, para fundamentar a condenação do ex-prefeito Carlos Moreira (foto) num dos processos que o fizeram inelegível, o da farra das permissões de uso, que pouco contribuíram para o desenvolvimento econômico local, ao contrário, trouxeram imensa insegurança jurídica para os permissionários, como não poderia ser diferente. Segundo o magistrado, as permissões favoreceram apenas àqueles que se alinhavam à “facção política” do ex-prefeito, conforme se transcreve a seguir:


[...]No caso em tela, verifica-se que o Sr. Carlos Ezequiel Moreira,
na condição de Prefeito do Município de João Monlevade, concedeu várias permissões de uso de bem público a particulares, sem o prévio procedimento licitatório, o que restou incontroverso nos autos.
Pois bem. A utilização de bem público por particular, de forma irregular e com prejuízo para o erário, configura-se como prática de improbidade administrativa, ao privilegiar o interesse particular em detrimento do interesse público, contrariando os princípios da moralidade, legalidade e impessoalidade.
Conforme ressaltado na sentença, a concessão das permissões de uso de bem público ora discutidas se subordinavam a critérios exclusivamente políticos, favorecendo, evidentemente, àqueles que se alinhavam à facção política do Prefeito.[...]


Número: 1.0362.08.089056-3/003
Relator: Des.(a) Antônio Sérvulo
Relator do Acordão: Des.(a) Antônio Sérvulo
Data do Julgamento: 27/11/2012
Data da Publicação: 07/12/2012

Como se vê, Moreira não está sozinho. Existe, nas palavras do desembargador, uma “facção”.